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Caso “Mehadi Taremi”

O Sindicato dos Jogadores emitiu um comunicado, esta segunda-feira, em que defende Mehdi Taremi

Sindicato dos Jogadores fala em comportamentos desrespeitosos e manifestações de ódio e violência” contra o avançado do FC Porto.

O avançado do FC Porto, das críticas de que tem sido alvo recentemente, condenando os “comportamentos desrespeitosos, manifestações de ódio e violência” contra o iraniano.

“O ambiente de perseguição constante que põe em causa a conduta profissional do jogador do FC Porto, Mehdi Taremi, é infelizmente um exemplo desta degradação, faltando acima de tudo bom senso a vários intervenientes. O Sindicato dos Jogadores reitera total solidariedade e apoio a Taremi, exigindo que o jogador, como qualquer outro, seja respeitado. Cabe às equipas de arbitragem, e apenas a estas, fazer dentro do terreno de jogo a sua avaliação sobre os lances. Essa aceitação, sem prejuízo dos comentários próprios dos adeptos, pressupõe o respeito pelo jogo e pelos protagonistas, sobretudo de quem tem responsabilidades públicas”, lê-se no comunicado do organismo.

“A liberdade de imprensa é um valor fundamental e inabalável da nossa democracia. Neste contexto, é notório que o protocolo da Liga, ao dirigir-se aos senhores jornalistas, limita esta liberdade. Da mesma forma, os jogadores e treinadores têm o direito de aceitar ou recusar responder a determinadas perguntas que lhe são feitas. Assim, em vez de cada uma das partes levar ao extremo o exercício das suas liberdades, o que se exige é que respeitem o âmbito da sua intervenção e tenham bom senso”, escreve ainda o Sindicato liderado por Joaquim Evangelista, em alusão à pergunta de um jornalista da Sport TV na flash interview após o Estoril-FC Porto (1-1), que fez com Sérgio Conceição deixasse o estádio António Coimbra da Mota em silêncio.

Leia o comunicado na íntegra:

“O Sindicato dos Jogadores condena comportamentos desrespeitosos, manifestações de ódio e violência na época 2022/2023 e demonstra total apoio a Mehdi Taremi.

A época 2022/2023 está, infelizmente, a ser marcada por diversos episódios demonstrativos de um ambiente de degradação, intolerância, desrespeito e violência, que merecem a condenação a uma só voz de todos os agentes do desporto.

Não apenas em Portugal, mas por toda a Europa, têm aumentado os ataques e manifestações de ódio nos estádios e redes sociais, pondo em causa o bom nome e conduta profissional dos jogadores.

O ambiente de perseguição constante que põe em causa a conduta profissional do jogador do FC Porto, Mehdi Taremi, é infelizmente um exemplo desta degradação, faltando acima de tudo bom senso a vários intervenientes.

O Sindicato dos Jogadores reitera total solidariedade e apoio a Taremi, exigindo que o jogador, como qualquer outro, seja respeitado. Cabe às equipas de arbitragem, e apenas a estas, fazer dentro do terreno de jogo a sua avaliação sobre os lances. Essa aceitação, sem prejuízo dos comentários próprios dos adeptos, pressupõe o respeito pelo jogo e pelos protagonistas, sobretudo de quem tem responsabilidades públicas.

A liberdade de imprensa é um valor fundamental e inabalável da nossa democracia. Neste contexto, é notório que o protocolo da Liga, ao dirigir-se aos senhores jornalistas, limita esta liberdade. Da mesma forma, os jogadores e treinadores têm o direito de aceitar ou recusar responder a determinadas perguntas que lhe são feitas.

Assim, em vez de cada uma das partes levar ao extremo o exercício das suas liberdades, o que se exige é que respeitem o âmbito da sua intervenção e tenham bom senso.

Num momento em que a agenda mediática vive da troca de acusações e poucas consequências práticas, face ao aumento dos insultos, mas também à continuidade de episódios inqualificáveis em estádios de futebol, como aqueles a que temos assistido com crianças e famílias escorraçadas dos seus lugares na bancada, por causa da cor da camisola que envergam, o Sindicato dos Jogadores está disponível para, junto das entidades desportivas, reguladoras e de prevenção e combate à violência, trabalhar no sentido de encontrar soluções e fomentar um discurso diferente daquele que apenas tem servido para agravar os problemas.

É verdade que a forma de combater estes fenómenos passa pela eficácia e celeridade da justiça, com recurso a todos os meios à sua disposição, mas mais importante ainda é exigir aos agentes desportivos a consciência de que os seus atos e as suas palavras têm consequências, e tanto podem inspirar positiva como negativamente os adeptos. Exige-se bom senso, fair play e contenção.”

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