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O Jan Vertonghen

O ex-bengiquista Jan Vertonghen em entrevista ao canal de televisão belga VTM

Jan Vertonghen queria continuar no Benfica e no último dia de mercado chegou mesmo a recusar o Anderlecht. Mas depois teve uma conversa com Roger Schmidt, treinador das águias, e mudou de ideias…

Jan Vertonghen queria continuar no Benfica: “Nunca pensei em sair, nunca. Eu queria jogar. Podia fazê-lo nos jogos europeus, nas Taças, ou devido a castigos e lesões de outros jogadores. Mas se chegas a um ponto em que és o único jogador que não sai do banco, começas a pensar. Ainda assim, eu queria ficar.”

Conversa com Schmidt mudou tudo: “É realmente bizarro. No dia de 31 de agosto, de manhã, o meu empresário ligou-me, porque o Anderlecht estava interessado em mim. Eles tinham de resolver rapidamente, porque tinham de entregar a lista de jogadores à UEFA. Isto foi quando eu ia a caminho do treino. E eu disse que não queria. Porque continuava com vontade de ficar no Benfica. Disse ao meu empresário que voltava a ligar-lhe de tarde. Então, cheguei ao clube e tive uma conversa com o treinador [Roger Schmidt]. Não quero entrar em detalhes sobre isso, mas depois dessa conversa tive a sensação de que as coisas não iam funcionar.”

Último treino no Benfica: “Estava num mundo à parte. Acho que não disse uma palavra. Fiquei em campo de lágrimas nos olhos, porque via a estabilidade a desaparecer.”

Falar com a família sobre a decisão: “Fui para casa falar com a minha esposa. Perguntei o que devíamos fazer. Entretanto, o presidente do Anderlecht já estava a pressionar, tinha de saber a minha decisão em duas horas. Então, começou tudo a “pegar fogo”… Mas lá decidi e o presidente do Anderlecht disse-me que tinha de viajar quatro horas depois. Eu disse que não podia ser, que tinha de contar a notícias aos meus filhos. Dói muito, foi a decisão mais difícil que tive de tomar enquanto futebolista. No dia de aniversário, o meu filho estava no avião a chorar. Ele não queria sair de Portugal. Mas agora já estamos na Bélgica, os meus filhos já vão à escola, temos uma casa e fui muito bem recebido no Anderlecht. Também há coisas positivas.”

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