Futebol

O Neymar

O extremo brasileiro do PSG, em entrevista ao jornal Globoesporte

De acordo com o jornal francês o Neymar deixou seguintes declarações:

Mundial de 2022: “Eu vou jogar como se fosse o último. Falo regularmente com o meu pai e vou jogar cada jogo como se fosse o último, porque nunca se sabe o dia de amanhã. Eu não posso garantir que vou disputar outro Mundial. Sinceramente não sei. Pode ser que eu jogue outro, pode ser que não. Depende… Vamos mudar de selecionador, não sei se o novo vai gostar de mim”.

Se decidir que é o último, é por culpa do físico? “Não. Depende de como vou estar. É uma coisa que eu não quero decidir agora. Quero jogar este Mundial e dedicar-me a ele, porque tenho certeza que temos potencial para chegar muito longe. Apesar de muita gente não confiar em nós, vamos demonstrar o contrário. Vejo que esta seleção tem muita coisa boa, podemos chegar muito longe”.

De acordo com a FIFA, está a três golos de ultrapassar Pelé como maior goleador da história do Brasil: “Pelé é a referência. Pelé é o futebol. Pelé é praticamente tudo para o nosso país. O respeito e admiração que eu tenho por ele são gigantescos. A importância que ele teve no tricampeonato [mundial do Brasil] foi fundamental, ele tinha bastante experiência e ajudou os seus companheiros com a sua melhor versão. Muitos diziam que ele não estava preparado para jogar esse Mundial, que não aguentaria pela idade que tinha e ele demonstrou que toda a gente estava errada”.

Como lida com as críticas? “Depende do ponto de vista. Exigem muito de mim? Sim. Existem exigências injustas? Sim. Há coisas que são fundamentais e que fazem bem? Sim. Mas também existem injustiças por ser o Neymar. Ouço coisas na minha carreira que, até hoje, não têm sentido. Não posso alcançar os números que tenho sem ter cuidado da minha carreira, sem ter treinado ou batalhado para conquistar isto tudo. Não posso bater recordes a toda a hora, a cada dia que passa. Se bato um recorde, não é à toa, é porque trabalhei e treinei para isso, porque deixei de fazer muita coisa para isso. Nesse sentido, as críticas injustas magoam-me, porque ninguém conhece a minha realidade. Ninguém sabe do meu dia-a-dia. As pessoas que me são próximas é que sabem realmente o que faço para estar bem e para não me lesionar. As lesões acontecem, fazem parte do atleta e infelizmente chegam em momentos que não queres. Eu tomo conta de mim todos os dias. No dia em que não quiser tomar mais conta de mim, deixo de jogar futebol. As pessoas têm de entender que a minha vida não é como elas imaginam. Estou aqui para bater recordes e para tentar construir uma história na seleção. Já construí uma longa história e quero finalizá-la muito bem”.

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