Futebol

Pinto Costa Conta Os Momentos Marcante Da História Do Fc Porto

Declarações no episódio especial da série "Ironias do Destino", com o título "2022 - 40 anos disto", gravado na garagem do Dragão, onde estão expostas inúmeras imagens marcantes da história do FC Porto.

Durante a presidência.

A resistência ao rebaixamento das Antas: “Quando quis fazer o rebaixamento do Estádio das Antas, nem faz ideia do que foi, só não me internaram porque não puderam. O meu presidente do Conselho Fiscal demitiu-se porque achava que era uma loucura, que o estádio ia abaixo e íamos todos presos. Mas encontrei gente que acreditou no que sonhava e fez-se essa obra, bem como o Dragão.”

maior receio na construção do Dragão: “Não tenho obra, os presidentes são presidentes no tempo de uma obra, mas não é a minha obra, é do FC Porto e de todos os que lutaram nela e por ela, desde o arquiteto Manuel Salgado. Quando comecei, tinha uma preocupação terrível, que às vezes acontece e aconteceu noutros estádios, era que durante as obras nunca falecesse ninguém, porque às vezes há acidentes e que não queria nunca que ficasse a história manchada por isso. Encontrei as pessoas certas para isto.”

Funcionários do clube como família: “No FC Porto as pessoas a todos os níveis acabam por sentir paixão por aquilo que fazem, é um privilégio poder trabalhar num sítio onde nos sentimos felizes e gostamos de estar, 99% das pessoas que trabalham no FC Porto gostam do clube e sentem as vitórias. Ao fim de 40 anos. olho para pessoas que é como se fossem da minha família.”

A importância da confiança: “Estar sempre rodeado de pessoas de confiança no mundo do futebol? Não, não é possível, infelizmente. No FC Porto tenho confiança em toda a gente, porque sem isso não podem cá estar. Uma vez, prescindi da colaboração de um dirigente, que até era presidente de um dos órgãos e que me perguntou ‘mas por que razão?’. ‘Não tenho nenhuma prova de falta de seriedade, zero, não tenho competência para julgar a sua possível competência, só que perdi a confiança e a confiança não se vende na farmácia. Não sei trabalhar de outra maneira que não seja ter confiança ilimitada nas pessoas. Não posso ter de estar a pensar se as pessoas estão a seguir aquilo que é o rumo que eu quero ou se estão a ir por outro caminho. Considero-me o responsável número 1, agora líder é ali o restaurante na Alameda [risos].”

Sonhos por concretizar: “O sonho imediato que estou convencido que vamos concretizar é o centro de estágio. Estou convicto que, nos próximos dois anos, teremos um centro de estágio à altura do FC Porto, em finais de 2024. O outro sonho é que a massa associativa esteja sempre unida para que aquele que um dia me venha a suceder possa encontrar o mesmo apoio que eu sempre tive. O FC Porto nunca pode estar centrado numa pessoa, tem de estar sempre centrado na sua história e, quando eu passar o testemunho a quem quer que seja, espero que os sócios lhe deem sempre o mesmo apoio me deram durante estes 40 anos.”

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